BR022
Várzeas do Médio Rio Amazonas


Country/territory: Brazil

IBA Criteria met: A1, A2 (2008)
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Area: 2,875,752 ha

Protection status:

SAVE Brasil
Most recent IBA monitoring assessment
Year of assessment Threat score (pressure) Condition score (state) Action score (response)
2008 medium not assessed not assessed
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Site description
Essa área estendese desde a foz do rio Negro até a foz do rio Trombetas, abrangendo as várzeas ao longo do médio curso do rio Amazonas. Apesar de ambas as margens do rio apresentarem trechos alterados, ainda há, em toda a sua extensão, fragmentos de hábitat importantes para a conservação das espécies-alvo, assim como trechos bem preservados. Formações vegetais pioneiras são mais comuns ao longo da margem esquerda, assim como os contatos entre florestas e áreas savanizadas, enquanto no lado oposto há mais áreas de floresta ombrófila densa aluvial ou de terras baixas. No trecho compreendido pela IBA estão localizadas a foz dos rios Madeira, Maués e Mamuru, à margem direita, e dos rios Negro, Urubu e Uatumã, à margem esquerda.

Key biodiversity
De acordo com estudos ornitológicos recentes, as várzeas ao longo dos rios Amazonas e Solimões apresentam uma diferenciação geográfica, o que sugere a existência de "zonas de endemismo" para aves típicas desse ambiente. Esses estudos mostram que aparentemente há uma substituição de espécies de um mesmo gênero nas várzeas do rio Amazonas, a partir da foz do rio Negro. Esse é o caso, por exemplo, de Galbula galbula (ariramba-de-cauda-verde), presente a jusante, e G. tombacea (ariramba-de-barba-branca), presente a montante da foz do rio Negro. Outras espécies só são detectadas a partir da foz do rio Negro e suas distribuições na várzea aparentemente não se estendem rio Amazonas acima, como Sakesphorus luctuosus (choca-d'água), Hylophilus pectoralis (vite-vite-de-cabeça-cinza) e Cranioleuca muelleri (joão-escamoso). Porém, a única espécie inteiramente restrita às várzeas entre os rios Negro e Trombetas é Picumnus varzeae (pica-pau-anão-da-várzea) que, assim como C. muelleri e Myrmotherula klagesi (choquinha-do-tapajós), é exclusivo de ecossistemas de várzea. Há na região uma das maiores populações de M. klagesi. É importante destacar que ainda são escassos os estudos ornitológicos nas várzeas do complexo Solimões-Amazonas, o que levanta a possibilidade de existirem táxons ainda desconhecidos na região, especialmente tendo em vista que as pesquisas recentes estão revelando uma série de padrões inéditos e extensões de distribuição de aves.


Recommended citation
BirdLife International (2020) Important Bird Areas factsheet: Várzeas do Médio Rio Amazonas. Downloaded from http://www.birdlife.org on 21/10/2020.